IGREJA DO RIO GRANDE DO SUL, REUNIDA EM ASSEMBLEIA, ASSUME DIRETRIZES GERAIS PARA AÇÃO EVANGELIZADORA 2019-2023

A Assembleia Regional da Ação Evangelizadora (ARAE) deu continuidade e encerrou a semana de assembleia regional. Na quinta-feira (06/06) e na sexta-feira (07/07), todos os bispos, coordenadores diocesanos de pastoral e coordenadores das pastorais e serviços da CNBB Sul 3 estavam presentes.

A abertura do encontro foi realizada por Dom José Gislon, presidente do Regional Sul 3. Após, os participantes do encontro (Bispos, coordenadores diocesanos de pastoral, Coordenações de serviços, referenciais dos organismos, movimentos e outros) foram apresentados, juntamente com os Bispos Referencias das Comissões de Pastoral do Regional.

Na quinta-feira, Dr. Nelson Arns, Coordenador Nacional da Pastoral da Criança, ajudou na reflexão e sensibilização sobre a Pastoral da Criança. Em seguida, Dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre, assessorou o estudo das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, ele foi auxiliado nas suas atividades pelo professor Leonardo Agostini da PUCRS.

O eixo fundamental das novas diretrizes, segundo ele, é a recuperação do sentido da casa. “A imagem da casa tem um sentido pedagógico e é entendida como lar e espaço de vida”, disse. A casa, no texto das diretrizes, é entendida como comunidade eclesial missionária sustentada por quatro pilares:

A Palavra – que aprofunda a iniciação à vida cristão e a iniciação bíblica e a ideia de ter comunidades fundadas em torno da palavra;

O Pão – que aprofunda a liturgia e a busca por viver a espiritualidade rumo à santidade tal como defende o Papa Francisco em sua exortação Gaudete et Exsultate que personaliza a fé, mas leva ao encontro do outro;

A Caridade – Baseado no que disse Paulo VI na ONU: “Que a Igreja é especialista em humanidade”, o texto das diretrizes aponta a necessidade das comunidades se preocuparem com os que mais sofrem e a defesa da vida em todos os sentidos.

A Missão – A exemplo do que pede o papa, o sentido da comunidade se realiza quando ela sai em missão e vai ao encontro das periferias existenciais.

Assumiu-se, enquanto Igreja do RS, ações urgentes em cada um dos eixos e pilares refletidos.

Eixo1: Mundo Urbano e evangelização no RS: cenários e desafios.

– Recuperar o senso de pertença à comunidade eclesial.

– Rever a mentalidade predominantemente rural na pastoral diante de uma realidade cada vez mais urbana.

– “Escutar a realidade” para recuperar a relevância pública da fé cristã.

Eixo 2: Comunidades eclesiais missionárias.

– Elaborar um programa diocesano para a promoção de pequenas comunidades eclesiais missionárias nas paróquias.

– Aprofundar o sentido das comunidades eclesiais missionárias em cada paróquia a partir da leitura das DGAE 2019-2023.

– Propor a formação de comunidades eclesiais a partir da leitura orante da Palavra e da inspiração catecumenal.

Pilar da palavra e iniciação à vida cristã.

– Oferecer uma formação sobre a Iniciação à Vida Cristã para todas as lideranças de pastorais, movimentos e serviços na Diocese e/ou Paróquia.

– Indicar uma proposta de acompanhamento pós-crisma dos adolescentes e jovens da comunidade.

– Elaborar subsídios com a leitura orante da Palavra nas Dioceses para o Tempo Comum.

Pilar do pão: liturgia.

– Dar continuidade à formação litúrgica na perspectiva da mistagogia para os ministros ordenados e o laicato.

– Produzir e compartilhar os vídeos e recursos materiais para a formação litúrgica no Regional.

– Recuperar a centralidade do mistério pascal na compreensão litúrgica da comunidade.

Pilar do pão: espiritualidade.

– Promover retiros e jornadas de espiritualidade centrados no mistério pascal.

– Expressar proximidade misericordiosa nos momentos de dor e perda como testemunho de espiritualidade.

– Aproveitar os tempos de romarias para abordar a espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo.

Pilar da caridade.

– Organizar o Dia Mundial do Pobre (semana de conscientização).

– Promover estudos da Doutrina Social da Igreja nas Dioceses.

– Trabalhar nas escolas a temática do sentido da vida.

Pilar da ação missionária.

– Efetivar os Conselhos missionários (COMIPAS).

– Propor que cada Paróquia tenha uma Paróquia-Irmã na própria Diocese. – Assegurar uma pastoral de escuta e de aconselhamento como proximidade.

Fonte: CNBB Regional Sul 3

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